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Doutor Estranho: Marvel vai finalmente ganhar um Oscar? [crítca]

Doutor Estranho é um filme memorável. Ao usar a fórmula Marvel testada e aprovada por anos, até mesmo sua avó provavelmente achará cativante estes visuais deslumbrantes e incríveis que trazem imagens psicodélicas de Steve Stephane Ceretti. Sem dúvida, este filme será o favorito na categoria de efeitos especiais para a próxima premiação do Oscar.

A Marvel Comics tornou-se um grande sucesso na década de 1960 porque introduziu a sua opinião sobre  o herói falho, personagens tridimensionais que cometem erros assim como o resto de nós e passam o resto de suas vidas tentando corrigir as injustiças em que muitas vezes foram cúmplices. Stephen Estranho não é diferente. Ele é um neurocirurgião talentoso, mas tremendamente arrogante, do tipo que dispensa salvar uma vida com a desculpa de que sua pesquisa salvará milhares, seu comportamento distinto é algo quase inédito para um super herói, principalmente da Marvel.  

Reprodução / Divulgação

Em mãos pequenas, Strage poderia ser um tiro pela culatra, mas basta ver o sucesso considerável de Robert Downey Jr. como Tony Stark, e modelar Benedict injetando carisma, humor e pedância nas horas certas e ver o sucesso acontecer. Fãs de Sherlock , sem dúvida, gritam nas salas de cinema ao ver Cumberbatch  impressionar a todos com a sua capacidade de desempenhar uma liderança fazendo Stark parecer menos interessante. Não é nenhum erro que suas origens e características sejam muito semelhantes tematicamente, e não há dúvida de que a Marvel está apostando em Cumberbatch, tornando-o um subtítulo para o filme. 

Com orgulho vem a queda, e após Estranho encontrar suas mãos desfiadas em um brutal acidente de carro, busca e esgota todas as opções da medicina disponíveis no ocidente. Ele finalmente embarca em uma missão que o leva para o Extremo Oriente, em busca da cura – soprada por um homem ‘quase estranho’ – onde fica sob a tutela das artes místicas.

Reprodução / Divulgação

É aqui que o filme realmente apresenta seu jogo aos espectadores, finalmente é encontrado O Ancião (Tilda Swinton) e Barão Mordo (Chiwetel Ejiofor). O talento reunido aqui é surpreendente, já que ambos Swinton e Ejiofor dão ao filme o seu esforço completo. 

Kevin Feige e Scott Derrickson prometeram um imaginário diferente de tudo já visto antes(e entregaram), e ainda que os traços iniciais fossem um pesadelo arquitetônico semelhante ao também incrível “A Origem” , não posso descrever a experiência final desse projeto detalhista, cada detalhe dilatava minhas pupilas como se fosse a primeira vez que o via numa cena. É até difícil descrever qualquer coisa sem ser enganosa, mas o ponto é que as proezas técnicas são verdadeiramente magistrais.

Estranhamente, este é também um dos longas mais engraçados da MC. As refilmagens com Dan Harmon, aparentemente, deu certo, pois há uma série de grandes momentos, visuais e verbais, e  piadas bem formuladas, tudo sem afetar muito a seriedade e tema abordado no assunto principal do filme. As definições de rir alto numa sala de cinema foram atualizadas.

Reprodução / Divulgação

Com os sucessos habituais, a  Marvel traz as mesmas fragilidades, e estou falando de seu vilão, Kaecilius, interpretado por Mads Mikkelsen. Ele é bastante subdesenvolvido e “fraco”, o que é uma pena, pois sua tirania poderia ser mais ameaçadora e menos dependente de uma entidade maior após finalmente decifrar um feitiço extremamente poderoso. 

Também se perdeu muito potencial com Rachel McAdams, que faz um trabalho sólido com o muito pouco que a ela é dado como Christine Palmer. Ela tem uma ótima química com Cumberbatch, tanto que os dois são rapidamente religados após o início da ação.

Não muito Estranho
A Marvel utilizou, novamente e sem surpresas, a queridinha jornada do herói, abraçando desta vez um tipo de romance no estilo ‘sofrência’ bilateral. Mas se sobrepôs aproveitando três cenários cativantes, magia, tempo e multiverso. Talvez tenha conseguido manter o equilíbrio entre clichê heroico e história interessante por ter misturado temais tão abrangentes.

Scott Derrickson e sua equipe criaram uma obra de arte visual com uma ordem que anima o coração. Doutor Estranho é uma excelente entrada, essencial para a Marvel, proporcionando uma série de novos mundos e oportunidades de contar histórias para fãs de longa data, além de fornecer um possível sucessor como substituto de forma presencial e não igual ao Homem de Ferro.

★★★★★★★★★★ | 9/10
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