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Como ficar inteligente se divertindo: Os Melhores Jogos para seu Cérebro

Ok, pareceu esquisito o título. Soou como uma propaganda da Polishop – do nível daquelas “como emagrecer parado” enquanto uma máquina vibra no abdômen. Mas acredite, é possível se divertir e ficar mais inteligente no processo. A coisa funciona de maneira aristotélica. Oi? Sim, calma, vamos explicar.

A prática leva à perfeição
Um dos conceitos-chave e fundamentos basilares da filosofia aristotélica é que a prática de uma dada atividade faz com que o ser humano a execute de forma mais eficiente – ou seja, com melhor resultado final e em menos tempo. Isso pode ser aplicado de várias maneiras diferentes – porque nosso cérebro muitas vezes funciona em piloto automático, o chamado hábito.

No mundo dos esportes, há basicamente dois tipos: os físicos (que você deve conhecer com toda certeza do mundo, sendo eles o futebol, o basquete, o vôlei, o futebol americano e outros tantos) e os mentais. Estes se diferem daqueles porque não há músculos em atuação: um outro tipo de tecido acaba agindo que não o tecido muscular: o nervoso. Ou seja, seus neurônios guiam à vitória – embora, vale lembrar sempre o ditado “mente sã, corpo são”, haja vista que muitos praticantes de esportes mentais são atletas “físicos”, até para fins de oxigenação cerebral mais eficiente.  Feita esta ressalva, vale lembrar ao leitor que os esportes mentais realmente existem: não inventamos isso como artifício ilustrativo para este artigo. Existe até uma associação que cuida das regras e regulamentação deles, a Associação Internacional de Esportes da Mente.

Seja como for, o conceito de prática como método de aperfeiçoamento pode ser aplicado aos dois tipos de esporte – sejam eles os físicos ou mentais. Se você vai na academia todos os dias, a tendência é que seu corpo “trabalhe” para construir mais músculos – para que suporte a carga de exercícios para qual você está sendo submetido.  O mesmo vale para seu cérebro: se você praticar exercícios/esportes que trabalham a memória, sua memória ficará melhor. As sinapses (conexões entre os neurônios) ficarão mais rápidas. E tudo ficará melhor. Sendo assim, podemos afirmar: é possível ficar mais inteligente se divertindo – isto é, considerando que sinapses mais rápidas sejam objetivamente uma inteligência mais aguçada. Como? Praticando os esportes e puzzles mentais. Quais? Vamos dar alguns exemplos aqui.

Jogando cartinhas, ganhando dinheiro e passando a noite com os amigos

Um dos esportes mentais mais populares da atualidade é o poker. Pera: o poker é esporte? Sim, isso mesmo que você leu: o poker é sim um esporte, haja vista que somente a sorte – especificamente na modalidade Texas Hold´em – não levará o jogador longe num torneio em longo prazo, dado que a habilidade é a determinante e preponderante principal para um campeão ser coroado. O poker, aliás, é um dos esportes que está sob o “manto” da Associação mencionada acima, voltada aos esportes mentais.
Por que ajuda o cérebro? Simples: o poker melhora sua leitura das pessoas e a tomada de decisões. Existem muitos empresários que estão aprendendo a jogar o esporte e algumas universidades ao redor do mundo – como a UNICAMP, no Brasil – estão colocando o esporte como matéria eletiva para seus alunos.
Onde jogar? Bom, como o subtítulo diz, a maneira mais comum há um tempo atrás era juntar os amigos numa noite de sexta-feira. Mas como cada um tem sua rotina e o trânsito nas cidades está cada vez pior, muitos optam por jogar na internet. Há diversos sites que oferecem o esporte de graça; o com mais jogadores, chegando às dezenas de milhares numa dada noite, é o Poker Stars – que é conhecido por patrocinar o ex-jogador Ronaldo e o tenista Rafael Nadal.
O desafio que vem do oriente
Em preto os números que já vieram marcados; Em vermelho, a solução
Poderia ser a letra de uma música do Tchan, mas é o subtítulo do Sudoku. Extremamente popular desde a última década, o objetivo aqui é simples: você tem um quadradão e várias linhas e colunas a serem preenchidas de 1 a 9: mas não pode haver dois números repetidos na mesma coluna nem na mesma linha. Um desafio à lógica, não? Se você não entendeu muito bem como ele funciona, leia mais aqui.
Por que ajuda o cérebro? Como a maioria dos quebra-cabeças, o Sudoku é bacana porque faz com que o cérebro processe as informações existentes e trabalhe com a lógica a partir delas para atingir um dado objetivo. No caso do sudoku, algumas casas já estão preenchidas com os números – com efeito, você sabe que naquela coluna ou linha em específico não há a possibilidade de repetir aquele número.
Onde jogar? Jornais costumam trazer o puzzle. Se você não encontrar, há nas bancas de jornais revistas só com páginas e mais páginas de sudoku. Vale a pena dar uma procurada.

Um clássico imutável

O Xadrez deve ser o jogo/esporte mental mais famoso do mundo. Extremamente popular nesse sentido ao final do Século XX, ficaram notórios os praticantes do outro lado da cortina de ferro – bem como seus duelos com computadores da IBM para descobrirmos se a inteligência artificial conseguiria vencer a natural, humana.

Por que ajuda o cérebro? Uma frase resume: prever o próximo movimento. O Xadrez se baseia nisso – e não no movimento presente, como muitos imaginam. Com efeito, o esporte nada mais é do que pensar os 10, 15 próximos movimentos – seus e do adversário. Na vida do dia-a-dia, isso é importante em termos de disciplina e de planejamento.

Onde jogar? A internet tem dezenas de possibilidades, é só jogar no Google algo como “jogar xadrez online”. Aí depois é só escolher!