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– "Você sente cócegas?"


” – Olha, eu sugiro que neste marco da praia vamos em 15 minutos iniciar uma corrida. Aquele que perder receberá do vencedor uma punição! Tá bom? Com o que você vai me punir?”

pois é, que retiro né?! mais de mês sem postar, porque tem muita coisa escrita pra
compartilhar haha ;D
Vamos começar com um tema presente e ausente? E vamos nominá-lo por enquanto ( pra que possamos nos acostumar) de: sexualidade. Sim.
NO-SSA ! Como as pessoas exageram na rua: no abraço, no beijo, blá! Você se pensa assim saia agora dessa vida. Porque se não é você a pessoa que está exagerando nas ‘ da vida’ nem tente por boa vontade assumir uma responsabilidade que não é, não deve ser, não deveria ( e pra frisar) não é sua.
Há muito mais do que falta de educação sexual nas escolas ou uma simples conversa caseira circulando. As pessoas estão levando muito a sério a fuga da rotina e o gosto pela adrenalina. Certas coisas são até legais.
Vou contar mais um caso para exemplificar:
CÓCEGAS

Tá rindo?! Aproveite!

Fui na livraria, um lugar que gosto muito, porque é ali que eu espero pra ver se vai lotar a fila do cinema. E então fiquei me perguntando:
“-Cara, cadê os gibis? não seria maravilhoso se tivéssemos uma sessão só de gibis? Dos Gibis infantis aos adultos. Aliás, nenhuma livraria tem uma sessão de livros adultos (sabe?!). Deveria! Qual é o nome desse tabu?”
Então eu percebi que estava falando em voz alta. Olhei em volta e os presentes eram só os atendentes, senti um alivio.
Nesse lugar tem um 2° andar. E é uma sessão de DVD’s. De lá saiu um rapaz, que disse:
” – Interessante a ideia. Talvez devêssemos conversar a respeito. Aceita um café? …mas eu quero tomar o café lá na praia.”
Se fosse você ( leitor) o que faria?!?!? ( substitua os respectivos sujeitos das frases).
Bom, se tenho o exemplo, significa que eu aceitei o café. Primeiro, porque fiquei sem reação, e eu precisava aparentar um minimo de sanidade (risos). Segundo, eu nao pensei tanto pra chegar a ter esse segundo* rs.
O homem já havia se apresentado como todo brasileiro geralmente não se apresenta: “Oi, sou Z, estudei y, trabalho com x.”. Na bancada do café shop ele me pergunta: “-você sente cócegas?”

É…. foi estranho? Foi.
Eu nem conseguia pensar, e disse que sentia da mesma forma que a maioria das pessoas em
todo o mundo. ( a resposta foi horrível ne?)
Mas na praia eu entendi. Pois depois de contar sobre ele, comentar assuntos pessoais ele simplesmente corta um assunto e me desafia:
” – Olha, eu sugiro que neste marco da praia vamos em 15 minutos iniciar uma corrida. Aquele que perder receberá do vencedor uma punição! Tá bom? Com o que você vai me punir?”
Na mesma hora me veio cenas do filme 50 tons de cinza, e uma cena do filme “Eurotrip”, acho que é esse o filme, conta a História de alguns adolescentes que viajam para europa para encontrar uma pessoa e acaba que no desenrolar do filme um rapaz resolve se divertir em um lugar lá, e a mulher da uma “SENHA DE SEGURANÇA” pra ele, pra quando ele quisesse que parassem ele precisava falar aquela palavra:

mas era uma palavra enorme, e em outro idioma, enfim, no filme me lembro que o rapaz  acaba entrando em desespero… é hilário, mas no filme. Daí que eu lembrei  que esqueci de perguntar de onde ele era, ou tinha esquecido. Ele: “- Croácia!”. Franzi a testa e  ele riu, indagando se era um problema, mas na verdade eu estava pensando era: ” Caramba! Eu não tenho a mínimo noção do que possa vir a ser o idioma desse país. Eu na verdade não sabia quase nada sobre o país, acho que só reconheceria a bandeira por causa dos jogos de futebol. Ou seja meu pisca alerta já estava me dizendo: o carinha aí curte os 50 tons de cinza.
Mas vamos voltar a corrida, ele no meio na corrida me puxou pelas maos e declarou que não tinha
falado das punições dele. Ok …Ele declarou que:
1) por 24h eu seria escrava dele.
2) deveria desfilar de topless na praia, estando cheia de gente.
3) faria cócegas em minha barriga de leve…. ou até eu renunciar.

“Por que eu ajudaria você quando vê-lo sofrer me diverte muito mais?” (é por aí a situação rs)

Acabamos a partir daquele ponto caminhando em beira mar, e eu pra variar, discutindo teoricamente do que se tratava cada item. Ele por sua vez respondendo bem tranquilo: não e nada demais. Se você ganhar eu trago suas duas maçã s como pediu. E então eu fiquei em silencio pensando que ele n ia  arrancar uma corrida de onde estávamos, naaao. Ele ta até muito tranquilo, de costas pro que seria o ponto final. E então ele da um tapa em minha mao e diz, “OK, trago sua maçã mas ninguém ganhou  essa corrida, se eu enviar uma mensagem tem que responder, se eu ligar tem que atender. Não precisa falar nada, na mensagem tbm pode até enviar um ponto final.”. Eu, RI muito e cá entre nós, eramos dois malucos na praia de conversa fiada.
Fui pra casa, e no caminho olhei o celular e lembrei que não tinha dado o numero pra ele hahaha
Falei pro porteiro “ha! malandro aqui sou eu seu Zé! suave na brisa ha!” e alí meu canto de vitoria acabou pois ele morava no prédio da frente. Vizinho AFF!
Mas a rotina seguiu:” mensagem, telefonema e conversa”
E eu com a minha maçã após a caminhada. Mas durante isso o melhor, uma explicação que caiu de mãos
beijada sobre um dos ramos da formosa BDSM, sendo que o rapaz não se julga “sádico”. Apenas um homem  que aprecia as variações leves da rotina. ( falow)

Voltando às cócegas, ele me contou o porque o ultimo castigo que ele escolheu e não realizou ( nem o 2*):
conhecido mundialmente como Tickless. O prazer em fazer cócegas no outro, como forma de tortura. (quando eu ouvi eu ri horrores…. porque eu não entendi.) Mas não me dei o prazer de prevalecer o senso comum, e a critica destrutiva, porque afinal o que pra mim e normal pode ser o motivo de riso para outra pessoa. Pesquisei, vi alguns vídeos ( no meio de todo esse percurso RI muito tbm), fiquei mais conformada em ver que o riso daquele q desconhece o fetiche, desde que sincero, não é recebido como algo ruim.
Enfim, você pensou que já tinha visto de tudo né? Que era só ler os livros, assistir o filme e acompanhar
o que mais parece que vai virar uma saga “50 tons de cinza”?!?!? O conhecimento tá mesmo é no outro.
E pra ilustrar a nossa falta de curiosidade:
“Isso não é liberdade. Isso é medo!”
Bom pra refletir: como você ‘cuida’ daquilo que te dá medo?!